Meu corpo todo dói, e não é pela doença, é pelo sentimento de falta. NUNCA SENTI TANTO A SUA FALTA. Nunca tive tanta vontade de escrever para tentar expressar como eu me sinto, que ninguém vai entender que não seja as palavras. Cada maldita parte do meu corpo dói por entender, finalmente, o quão sozinha eu fiquei depois que você me deixou. Me deixou porque não podia mais ficar, porque você também tinha entendido que a partir daquele momento, nada mais poderia mudar. Você era o amor da minha vida, e cada maldita hora que eu me lembro de nós, eu penso: porque não tivemos um minuto a mais? Um dia mais? Um ano a mais? Uma foto a mais? Você me ensinou que nem sempre vamos estar sozinhos, mas quando estivermos, a solidão tem que ensinar algo que nos fortaleça, que nos deixe melhor e prontos para uma nova estação de felicidade ou porque não, de solidão. Você me ensinou a sempre buscar tudo o que preciso, e a nunca, Nunca, NUNCA, depender de ninguém para que um sonho de torne realidade. HOJE, eu entendi o que isso significa: não depender de ninguém. Não depender de ninguém significa nunca esperar nenhum tipo de ajuda, nunca imaginar que uma pessoa que sempre foi da forma que foi, da maneira que foi, com a vida que teve, poderia instantaneamente como em um macarrão de microondas, ter a mesma ou uma visão parecida que você a respeito da vida. É estranho finalmente entender que se um dia eu der as costas, não tenho mais para a onde voltar. Uma pequena pausa: COMO É BOM ESCREVER, LIBERTA A ALMA!
Não porque não existam casas para voltar, mas porque não existem pessoas para voltar, como se eu quisesse reviver memórias ou ter momentos que eu nunca tive, que nunca poderiam existir, pois o rumo da vida não foi esse.
Ah, como eu amo as pessoas que estão na minha vida hoje. As pessoas que estão, não às pessoas que vivem passando, como se fossem uma parte da minha vida que eu deveria contar aos outros.
Hoje eu finalmente entendi o que é estar sozinha. Eu finalmente compreendi a forma de fazer planos e ir atrás dos seus objetivos sem depender de ninguém. Mesmo que o esforço, a luta, a garra, às vezes pareçam maiores que minhas próprias costas, só para que eu possa ter o privilégio de dizer o que você sempre me disse: Faça valer a pena. É mãe, eu fiz.