sábado, 17 de novembro de 2012

A velha!

Colocando em ordem essa bagaça! Tanto tempo ser vir aqui, textos perdidos na máquina.
Chegou a hora de atualizar.

"Momento de inspiração. Acho bem relevante o fato de como a promiscuidade virou uma coisa natural. Aliás, quem não é promíscuo é que se tornou estranho, fora de moda, não usual. Como pequenos momentos de prazer tomaram as proporções de grandes amores, de fidelidade, de respeito mútuo  e por fim, do eu chamo de prazer duradouro.
Afinal, existem coisas que eu nunca vou entender, o que é muito bom, já que eu não pretendo entender tudo na vida. Mas se tem uma coisa que eu nunca vou entender é como o desejo é capaz de controlar a vida das pessoas. Como o desejo do corpo de outra pessoa é capaz de conduzir a um erro, a um momento, a um descontrole, a uma “rapidinha” casual. Quando foi que o respeito saiu de moda, e o chamar uma garota de gostosa na rua passou a estampar as vitrines do comportamento?
Uma velha de vinte anos."

Cósmico!

Para deixar claro, escrevi isso em 24 de outubro de 2012, em meios à meus devaneios pessoais. 
Se alguém irá ler? Pouco sei, mas deixo aqui como registro de meus pensamentos. 

Enquanto eu prometia mudanças, me levava cada dia por pensamentos inúteis, idéias antigas, e detalhes que não fazem o menor sentido. Não que eles nunca tivessem sentido antes, porém hoje já não fazem diferença tantos detalhes, tantos momentos, tantas lembranças.
As crises me cansam. O mundo me cansa, assim como o tipo de pessoas que o mundo constrói, todos os dias.
Me cansa escolhas erradas que me acrescentam o mínimo quando deveriam me acrescentar o máximo. Deixar de ter o conceito ‘life is to be living’ para preocupar-se com quem menos merece preocupação. Assumo, estou em crise. Crise por nenhum motivo, crise por todos os motivos. É temporário, mas bem faz para refletir.
Finalmente, voltei a escrever. Voltei a sentir o eu interior que há tempos morria enquanto minhas escolhas deixavam de ser feitas, ou minhas escolhas eram feitas de maneira equivocada. Porque, existem momentos na vida que você simplesmente está cansada de saber quem está com você, quem você quer que esteja, quem você confia, o que você quer, e como quer se olhar no espelho daqui há vinte anos.
Não ser uma pessoa que se frustrou por planos que não realizou com medo de tentar. Que não disse não quando era necessário. Que não soube se impor e manter sua opinião, que não seguiu preceitos. Escrevo para saber perfeitamente o tipo de pessoa que não quero ser, e sinceramente, desejaria que você, que está do outro lado lendo esta velha de vinte anos, também não fosse.
Seguir princípios e se desviar deles em troca de memoráveis lembranças. Manter seu objetivo inicial apesar das inúmeras pedras pelo meio, pelos lados, pelas barreiras do caminho.
Realize-se fazendo aquilo que deseja não importa se você tem dez, quinze ou noventa e cinco anos.
Me cansa saber que tenho pensamentos repetitivos, no sentido de, sempre dizer o mesmo, e praticar menos de cinco por cento daquilo que proponho.
Mas sinto dizer à aqueles que pouco acreditam, pouco pensam, que, é agora ou agora.

“A falling star fell from your heart and landed in my eyes. I screamed aloud, as it tore through them. And now it’s left me blind. The stars, the moon, they have all been brown out. You left me in the dark, no dawn, no day. I’m always in this twilight in the shadow of your heart. And in the dark I can hear your heartbeat. I tried to find the sound but then it stopped and I was in the darkness. So darkness I became. I took the stars from my eyes and then I made the map and knew that somehow I could find my way back. Then I heard your heart beating, you were in the darkness too. So I stayed in the darkness with you.”
(Florence + The Machine – Cosmic Love)